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Muito se tem
comentado sobre as mudanças que ocorrerão no setor de
cartões no segundo semestre deste ano. Nós da Federação
das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São
Paulo (FCDLESP) temos sido indagados a respeito dos
efeitos dessas mudanças para o setor lojista. Em nosso
entender, todos têm a ganhar com o novo cenário que se
desenha. E, nesse cenário, a parceria entre lojistas e
empresas de cartões pode - e deve - se fortalecer em
2010.
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Nosso sistema de
pagamentos vem passando por grandes mudanças nos
últimos anos, como reflexo dos avanços na área da
tecnologia e informática. São mudanças irreversíveis
e que certamente trouxeram vantagens a todos. Os
pagamentos com cartões de crédito e débito vêm se
popularizando e hoje representam, em média, 20% de
todos as transações realizadas no Brasil. Em alguns
segmentos do varejo e em locais específicos, como os
shopping centers, esse número ultrapassa os 60%.
Isso nos leva a crer que essa é uma tendência
definitiva.
A FCDLESP, em
quase quatro décadas de existência, tem se dedicado
a buscar ferramentas para alavancar as vendas do
setor lojista. Isso inclui mobilizações por impostos
mais justos, melhores condições de concorrência e
qualquer instrumento que permita ao setor contribuir
com o crescimento do País. Gostaríamos de ressaltar
que, apesar das críticas de setores do comércio às
empresas de cartões de crédito e débito, não vemos
um futuro do comércio sem a presença dos pagamentos
eletrônicos. |
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Sob o efeito da crise
econômica, 2,15% dos cheques emitidos no Brasil em 2009
foram devolvidos por falta de fundos. O número é o mais
alto em quase 20 anos e certamente representou prejuízos
significativos para o setor lojista. Mas também devemos
lembrar que, apesar de 2009 ter sido um ano de crise, o
comércio superou obstáculos e contribuiu em grande parte
para que o País atravessasse o período de turbulência
sem sobressaltos.
Assim como não há
mais espaço para as máquinas de escrever nos
escritórios, não podemos mais dispensar os benefícios
dos instrumentos eletrônicos nas operações financeiras.
Eliminação do risco de inadimplência, oferta de
parcelamento ao consumidor e possibilidade de
antecipação de capital de giro são algumas das vantagens
desses serviços. A FCDLESP vê a indústria de cartões
como um parceiro importante, o que não quer dizer que
essa parceria não possa ser aperfeiçoada.
As mudanças esperadas
para o setor, com o objetivo de se criar um cenário de
maior concorrência entre as empresas de cartões, levará
à redução de custos e aumento da oferta de produtos e
serviços. O compartilhamento dos terminais de pagamento,
que permitirá ao lojista optar por manter uma única
“maquininha”, trará alívio aos pequenos empresários. No
entanto, a opção de manter mais de um terminal também
deve ser tendência, por representar maior opção ao
lojista. Se os cartões podem ajudar a gerar maior caixa
aos empresários lojistas, é importante que a parceria
seja incentivada.
Nesse sentido, a
FCDLESP e a REDECARD estão desenvolvendo outras ações
buscando melhorar e aumentar o relacionamento com o
varejo.
A Redecard anunciou
recentemente que deu início ao processo para capturar em
suas “maquininhas” as operações com cartões Visa, a
partir de 1º de julho. A medida acontece devido à
proximidade do fim do contrato de exclusividade da Visa.
Nessa entrevista, o presidente da Redecard, Roberto
Medeiros, comenta essa e outras mudanças que acontecerão
no mercado de cartões de crédito e débito a partir do
segundo semestre.
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