ligado: março 17, 2020

FCDLESP mostra quais medidas estão sendo adotadas pelo varejo; shoppings center serão fechados a partir de 23 de março; governo anuncia linha de R$ 500 millhões para empresas e inclui o comércio

Cerca de 58% dos lojistas aumentaram a atenção referente a higiene pessoal, como o uso de álcool em gel e o ato de lavar as mãos mais vezes por dia, outros 33% já inseriram informativos de cautela no comércio e, 9% restantes incluíram a limpeza do estabelecimento com mais frequência e mais vezes durante a semana.

O impacto do COVID-19 já refletiu na redução do crescimento da economia. A soma dos bens e serviços produzidos em um determinado período, caiu de 2,4% para 2,1%, segundo o Ministério da Economia. Segundo a pesquisa, para 66% dos lojistas, o dinheiro está sendo investido em produtos de higiene, como álcool em gel, máscaras para o rosto e sabonete líquido; 28% dos comerciantes dizem que a redução de pessoas circulando pelas ruas também é outro fator que impacta nas vendas, outros 6% ainda não sentiram o esbarro econômico.

“Atualmente, a situação ainda não é alarmante no Brasil, porém os empresários devem considerar estratégias preventivas para seu negócio, além disso, o acesso sobre as informações é fundamental para uma gestão efetiva do comércio”, explica o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

Entre os setores que mais podem sentir o impacto do COVID-19, devido à restrição do fluxo de bens, serviços e pessoas, estão o varejo de rua, shoppings centers, além de empresas de turismo como um todo. “Ainda não estamos no pico do COVID-19, portanto, ainda podemos ter mais impactos negativos na economia de todo o estado”, explica Stainoff.

Foi anunciado no dia 18 de março, o fechamento de shoppings centers na região metropolitana de São Paulo a partir de 23 de março, podendo durar até dia 30 de abril.  A decisão foi divulgada pelo governador João Dória, com o objetivo de evitar a propagação do Coronavírus. A medida ainda diz que não se aplica ao litoral e interior do estado.

“A diligência divulgada pelo governo pensa no bem-estar das pessoas, visto que os shoppings são pontos de grande circulação. O fechamento temporário dos comércios irá contribuir para as medidas de prevenção contra o COVID-19. Nesse caso, os lojistas devem deter sua atenção no direcionamento feito pela governadoria, e sempre estarem atentos as atualizações com foco no varejo”, comenta Stainoff.  O governo também anunciou uma linha de crédito especial no valor de R$ 500 milhões para as empresas do setor do comércio, turismo e economia criativa, no estado de São Paulo.

Desde o dia 20 de março, foi anunciado pelo prefeito Bruno Covas a proibição do funcionamento dos comércios, exceto padarias, farmácias, restaurantes, supermercados, postos de gasolina, lojas de conveniência e de produtos para animais, além de feiras livres, que tem autorização de funcionamento até 5 de abril.

A pesquisa foi realizada com as principais CDLs (Câmara de Dirigentes Lojistas) do estado de São Paulo, abordando a região metropolitana, litoral e interior.

Vale ressaltar que a CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) divulgou diretrizes em relação aos procedimentos que podem ajudar o varejo na prevenção do COVID-19. Entre elas está o foco no atendimento ao público e colaboradores do negócio, além de eventos e reuniões, frisando as medidas orientadas pelo Ministério da Saúde. Para conferir todas as informações, acesse: https://www.cndl.org.br/